O Porquê das traições ou a problemática do pseudo-corno
“...sem, sem dúvida alguma, um pseudo-corno...”
Decidi começar com este texto com uma frase de um amigo meu que é sem dúvida alguma a essência desta tentativa de explicação do porquê das traições. O que é um pseudo-corno? Alguém que já é corno, antes sequer do ser, ou seja, um corno futuro. Qual é a verdadeira necessidade deste texto (leia-se desperdício de tinta e papel) ? Bom comecemos pelo princípio (óbvio!!), porque é que existe a necessidade de traição nos dias de hoje ? Porque as pessoas são chatas e arranjam relações chatas umas com as outras por isso qualquer Zé ninguém/Maria ninguém (riscar o que não interessa) que tenha dois palminhos de cara e digas umas coisas diferentes já se torna interessante aos olhos de qualquer um/uma. Eu digo: “Acabem com as namoradas/namorados (riscar o que não interessa) !!” para mim as relações deviam ser todas temporárias, ninguém saí-a magoado/magoada (riscar o que não interessa), ambos desfrutavam dos inúmeros prazeres carnais duma relação e acima de tudo não existiam traições, pois não existia compromisso!! Todas as pessoas que quisessem arriscar numa relação duradoura teriam de preencher o seguinte formulário antecipadamente:

Legenda 1 - O contrato teria de ser assinado em triplicado na presença de um notário e entregue mensalmente (sim porque num mês passa-se muita coisa) até ao dia 23.
Com este documento salvaguardava-se o direito das pessoas não andarem para aí a chorar aos cantos que foram traídas e que perderam o amor da vida delas, porque se o fizessem seriam multados visto que assinaram um contrato a dizer exactamente o contrário.
Concluindo, matavam-se dois coelhos/coelhas (riscar o que não interessa) duma só cajadada, primeiro acabava-se com a infelicidade do mundo que era um estantinho (e daí se calhar não andam para aí tantas bestas) e segundo e muito mais importante, com a estupidez que reina no nosso país (e a incrível vontade de não cumprir contratos) os cofres do estado enchiam a uma velocidade atroz devido ao dinheiro proveniente das multas de lamentação.